quinta-feira, 18 de novembro de 2010

LUTAS CONTINUAS...

 ACONTECIMENTOS.




Garibaldi lutou,mais não teve opção para evitar a queda de Roma,caindo em 1° de julho,quando o foi decretado o fim da luta frente aos franceses.Não aceitando o salvo-conduto,Garibaldi preferiu continuar a luta;seguiram-lhe 3.900 soldados,contra o exercito austríaco com 15.000,nessa fuga que Anita faleceu em 4 de agosto de 1849,em Mandriole,na Itália.

Em 1849, Garibaldi mudou para Staten Island,passou o tempo como fabricante de velas, mas insatisfeito. Mais tarde, como capitão de navio, fez diversas viagens pelo Pacífico, a mais longa delas de dois anos .
Em 21 de março de 1854, Garibaldi chegou a desembocadura do rio Tyne, no nordeste da Inglaterra, como capitão do barco Commonwealth, vindo de Baltimore. Garibaldi, uma figura célebre em Tyneside, foi recebido com entusiasmo pelos trabalhadores locais.

Garibaldi voltou à Itália em 1854. Em 1859, participou da Segunda Guerra de Independência. Cavour, primeiro-ministro sardo-piemontês, o nomeou comandante das forças sardo-piemontesas em luta contra os austríacos na Lombardia. Venceu, com seu regimento de 3.000 homens conhecido como os Caçadores dos Alpes.
 
 
  Em 5 de maio de 1860 Garibaldi deixou o porto de Gênova com mil soldados (os "camisas vermelhas"), na chamada Expedição dos Mil para iniciar a luta pela libertação do sul da Itália. Conquistou então a Sicília e, em setembro, o Reino de Nápoles. A luta terminaria em 26 de outubro de 1860 quando Garibaldi, então governante absoluto do sul da Itália, promoveu, em Teano, nas proximidades de Nápoles, o encontro de suas tropas com as do rei Vítor Emanuel II, do Piemonte, que foi saudado por Garibaldi como Rei da Itália.

Garibaldi então recusou o título de nobreza e a pensão vitalícia que o rei lhe ofereceu e retira-se para sua pequena casa na ilha de Caprera. Ele, porém, não considerava terminada sua missão, pois Roma continuava fora do Reino de Itália.

 
Em 1866, Garibaldi voltou à luta, para libertar Veneza, ainda sob domínio austríaco.
No início da terceira guerra de independência foi reorganizado o corpo voluntário denominado Corpo Voluntário Italiano, também desta vez sob comando de Garibaldi, a missão era similar àquela conduzida entre os lagos lombardos em 1848 e 1859
Em 1869, realizou novo ataque aos Estados Pontifícios, na tentativa de livrá-los do domínio do Papa. Em 3 de novembro suas tropas encontram-se com as de Napoleão III que veio em defesa do Papa. A invasão fracassou e 1600 de seus voluntários foram presos.
 
 
Em 1870, lutou em sua última campanha. Embora os franceses fossem seus inimigos no passado, lutou ao lado deles na guerra Franco-prussiana, (1870-1871). Conduziu um corpo de voluntários, o Exército dos Vosges, que nunca foi derrotado na guerra, em apoio ao exército da nova França republicana, na batalha de Dijon.
Após a derrota francesa no conflito, em 1871 Garibaldi foi eleito deputado à nova Assembleia Nacional Francesa.

O QUE FEZ GARIBALDI?



no BRASIL.

Giuseppe Garibaldi,juntou-se aos republicanos  que haviam proclamado a Republica Rio-grandense (11 de setembro de 1836), no Rio Grande do Sul e tornou-se uma figura importante na Guerra dos Farrapos, ou Revolução Farroupilha, na qual os republicanos do sul combateram o Império do Brasil. Ao lado do general Davi Canabarro, tomou o porto de Laguna, em Santa Catarina, onde foi proclamada a República Catarinense (República Juliana).  A marinha da jovem República Riograndense estava bloqueada na lagoa dos Patos, pois as forças imperiais dominavam a cidade de Rio Grande, na saída da lagoa para o mar. Para levar as forças republicanas até a cidade de Laguna, Garibaldi levou seus dois barcos através de um trecho de 86 quilômetros de terra, utilizando enormes carretas puxadas por duzentos bois. Um dos barcos naufragou já no Atlântico e, a bordo do outro (o Seival), Garibaldi empreendeu a tomada de Laguna,onde lá conheceu Ana Maria de Jesus Ribeiro,com quem se casara e formara uma forte parceira de lutas.



no URUGUAI.

No Uruguai, em 1842, na Guerra Grande, foi nomeado capitão da frota uruguaia em sua luta contra o governador de Buenos Aires, Juan Manuel de Rosas. No ano seguinte, durante a defesa de Montevidéu, organizou a Legião Italiana, cujos membros foram os primeiros "camisas vermelhas". A Legião foi essencial para evitar a tomada de Montevidéu pelas tropas do presidente uruguaio Manuel Oribe.



a volta à ITALIA.

Garibaldi regressou à Itália em 1848 para lutar na Lombardia contra o exército austríaco e iniciar a luta pela unificação italiana. Sua tentativa de expulsar os austríacos fracassou e teve que refugiar-se primeiro na Suíça e depois em Nice, atualmente na França.
Ao final de 1848, o papa Pio IX, temendo as forças liberais, abandonou Roma, para onde foi Garibaldi junto com um grupo de voluntários. Em fevereiro de 1849 foi eleito deputado republicano na assembleia constituinte da recém-proclamada República Romana. Em abril, enfrentou um exército francês que tentava restabelecer a autoridade papal. Em maio, um exército napolitano juntou-se aos franceses.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

TA NA MÍDIA.

 
A história de Giuseppe Garibaldi,e a Revolução Farroupilha contada pelas sete mulheres.
A Globo,exibiu em 2003 a minissérie "A CASA DAS SETE MULHERES" contando com vários atores importantes,trama de Letícia Wierzchowski,dirigida por Jayme Monjardim,os atores principais Thiago Lacerda e Geovanna Antonelli.
A minissérie que foi líder de audiência e críticas,reprisou em 2006,com alguns capitulos a menos,e lançada em DVD.
Thiago Lacerda que interpretou Garibaldi "O herói dos dois mundos",diz ser o melhor papel de sua carreira.

EM POUCAS LINHAS.

SOBRE GARIBALDI.


Político e militar revolucionário italiano nascido em Nice(4/7/1807), na época pertencente à Itália, em uma família de pescadores. Começa trabalhando como marinheiro e, entre 1833 e 1834, serve na Marinha do rei do Piemonte. Ali, sofre influências de Giuseppe Mazzini, líder do Risorgimento, movimento nacionalista de unificação da Itália, na época dividida em vários Estados absolutistas. Em 1834 lidera uma conspiração em Gênova, com o apoio de Mazzini. Derrotado, é obrigado a exilar-se em Marselha (1834), de lá partiu para o Rio de Janeiro, chegando (1835) e, em 1836, para o Rio Grande do Sul, onde luta ao lado dos farroupilhas na Revolta dos Farrapos e se torna mestre em guerrilha.Três anos depois, vai para Santa Catarina auxiliar os farroupilhas a conquistar Laguna. Lá conhece Ana Maria Ribeiro da Silva, conhecida como Anita Garibaldi, que deixa o marido para segui-lo.Anita destacou-se por sua bravura participando ao lado dele das campanhas no Brasil, no Uruguai e na Europa. Dirigiu as defesas de Montevidéu (1841) contra as incursões de Oribe, ex-presidente da República, então a serviço de Rosas, o ditador da Argentina. Voltou à Itália (1847) e integrou-se às tropas do papa e do rei Carlos Alberto. Regressou à Itália (1848) para lutar pela independência de seu país contra os austríacos. Derrotado, perseguido e preso, perdeu também a companheira Anita (1849), morta em batalha. Refugiou-se por cinco anos nos Estados Unidos e depois no Peru, até voltar à Europa (1854). Numa nova guerra contra a Áustria (1859), assumiu o posto de major-general e dirigiu a campanha que terminou com a anexação da Lombardia pelo Piemonte. Comandou célebres camisas vermelhas (1860-1861) que utilizando táticas de guerrilha aprendidas na América do Sul, conquistou a Sicília e depois o reino de Nápoles, até então sob o domínio dos Bourbons. Conquistou ainda a Umbria e Marcas e no reino sulista das Duas Sicílias, porém renunciou aos territórios conquistados, cedendo-os ao rei de Piemonte, Vítor Emanuel II. Liderou uma nova expedição contra as forças austríacas (1862) e depois dirigiu suas tropas contra os Estados Pontifícios, convencido de que Roma deveria ser a capital do recém-criado estado italiano. Na batalha de Aspromonte foi ferido e aprisionado, mas logo libertado. Participou depois da expedição para a anexação de Veneza. Em sua última campanha, lutou ao lado dos franceses (1870-1871), na guerra franco-prussiana. Participou da batalha de Nuits-Saint-Georges e da libertação de Dijon. Por seus méritos militares foi eleito membro da Assembléia Nacional da França em Bordéus, mas voltou para a Itália elegeu-se deputado no Parlamento italiano em 1874 e recebe uma pensão vitalícia pelos serviços prestados à nação. Morre em Capri em 2 de junho de 1882.